Vender seus principais jogadores nunca é bom negócio. Menos ainda se esses jogadores não são respostas. O que se viu nesta terça foi o resultado de um verão sem plantar nada. Quem não planta nada não pode esperar uma bela colheita. Na terra improdutiva do Milan, o terceiro jogo seguido no seu estádio, em San Siro, e o terceiro sem marcar um gol sequer. Desta vez, contra o Anderlecht, na estreia na Liga dos Campeões. A coisa tá preta e o alerta está vermelho.
O Anderlecht terminou o primeiro tempo com mais posse de bola que os donos da casa e, mais do que isso, criando até mais. Eram poucas as jogadas que o Milan criava e, quase sempre, nos pés de Boateng. Só ele deu seis chutes a gol e fez dois desarmes. Responde por quase toda ação ofensiva do time. Emanuelson, que substitui Robinho, machucado, pouco fez. O meio-campo do Milan não conseguia aparecer no ataque, nem mesmo Nocerino, que tem costume de aparecer nas proximidades da área.
O resultado que se viu disso tudo foi um segundo tempo nervoso, com o Milan ficando até mais tempo com a bola, mas tentando de forma desesperada chegar ao gol. O time até chutou muito a gol: 20. Mas foi bloqueado oito vezes, errou o alvo outras oito vezes e só em quatro a bola foi para o gol. Um retrato de uma ineficiência do Milan, que acabou em um empate que pode – e deve – custar muito caro ao clube, já que o Málaga mostrou força ao vencer em casa o Zenit. Um mau início para um time que já começou mal também no italiano.
FONTE: TRIVELA
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